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São-paulino quer vitória, mas não promete gols
Goleiro são-paulino tem a chance de marcar o seu primeiro gol no Defensores del Chaco (Crédito: Ari Ferreira)
Em Assunção, Rogério Ceni chega à cidade em que Chilavert, maior goleiro-artilheiro do futebol até 2006, iniciou suas investidas ao ataque. Em 1989, quando o são-paulino ainda nem sonhava em se arriscar na frente, o paraguaio, nas Eliminatórias para a Copa de 1990, no Defensores del Chaco, deixou sua marca pela primeira vez. Depois daquele, foram mais 61.
Em 2006, contra o Chivas, o camisa 1 tricolor se igualou a Chilavert, que foi superado dias depois. Contra o Cruzeiro, com dois gols, Ceni deixou o rival para trás na disputa. Foi aí que o são-paulino assumiu o posto, mantido até hoje, de maior goleiro-artilheiro do mundo.
Com 88 gols na carreira, Rogério começou bem 2010. Com 14 partidas disputadas, marcou três gols, sendo dois de pênalti e um de falta. Apesar disso, não quer assumir a responsabilidade de ter de decidir a partida no ataque.
- Não me preocupo com gol, não é minha função, tem os atacantes para isso. O que importa é vencer, foi para isso que viemos aqui. O São Paulo sempre entra nas competições para ser campeão. Somos tricampeões da Libertadores -afirmou o capitão no desembarque tricolor.
Apenas Washington, com sete, e Fernandinho, com quatro, balançaram mais redes do que o camisa 1 nesta temporada. Depois de em 2009 marcar seu primeiro gol do ano apenas em outubro, 2010 está sendo diferente para o goleiro-artilheiro. Na Libertadores, dos três marcados pelo Sampa, um foi dele. Deixou o seu em cobrança de falta na derrota para o Once Caldas (COL).
Em palco inspirador, onde o paraguaio Chilavert defendeu por muitas vezes o seu país, Rogério não promete, mas quer deixar sua marca. Se aparecer um pênalti ou uma falta próxima da área, o Nacional que se cuide.
FONTE: LANCE
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Manizales (Colômbia)
Na abertura da terceira rodada do Grupo 2 da Copa Libertadores, Once Caldas-COL e Monterrey-MEX garantiram um resultado que se torna animador para o torcedor do São Paulo. Nesta quarta-feira, em Manizales, na Colômbia, as equipes não conseguiram passar do empate por 1 a 1, embolando a briga pela classificação à segunda fase da competição continental.
O resultado é bom para o Tricolor Paulista porque não deixa o time colombiano se distanciar na liderança da chave e também não aumenta a pressão dos mexicanos na briga pela primeira vaga. Assim, o Once Caldas chega aos 7 pontos e garante a liderança por mais uma rodada, enquanto o Monterrey soma 4 pontos.
O São Paulo, que tem 3 pontos, entra em campo às 19h30 (de Brasília) desta quinta-feira contra o Nacional, em Assunção, no Paraguai. Uma vitória contra o lanterna da chave deixa o Tricolor encostado no líder mais forte para buscar a primeira colocação. O Nacional ainda não pontuou no Grupo 2.
Mesmo fora de casa, o Monterrey conseguiu abrir o placar aos 33 minutos do primeiro tempo, quando Paredes recebeu lançamento dentro da área e tocou para Morales, que dominou e chutou de bico para o fundo das redes. O Once Caldas só foi empatar no segundo tempo, em momento de pressão.
Aos 13 minutos da etapa final, Zavala fez falta dura e acabou expulso, deixando os mexicanos em desvantagem numérica. Na cobrança, Valencia bateu forte e rasteiro para decretar o empate, em partida na qual o Monterrey contou com atuação do atacante brasileiro Val Baiano, ex-Santos e Barueri. No final, Galindo também levou o vermelho, aumentando a dificuldade do visitante.
Empate pela liderança – Em partida válida pelo Grupo 6 da Copa Libertadores, o Banfield-ARG garantiu a liderança ao empatar fora de casa por 2 a 2 com o Nacional-URU. Desta forma, o time argentino chega aos 7 pontos ganhos, enquanto os uruguaios permanecem na segunda colocação, com 5 pontos.
O Nacional abriu o placar aos 6 minutos de jogo, com gol de Varela. No entanto, o Banfield virou o marcador ainda no primeiro tempo. Rodriguez fez duas vezes: aos 18 minutos e aos 37, cobrando pênalti. Regueiro igualou tudo para evitar o tropeço do anfitrião, aos 41 minutos.
FONTE: GAZETA ESPORTIVA
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 Fachada da Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Roney Domingos/ G1)
Proposta aprovada nesta quarta (10) depende de sanção do prefeito.
Descumprimento da regra pode dar multa de R$ 100 mil.
A Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira (10) o substitutivo ao projeto de lei 564/06, dos vereadores Agnaldo Timóteo (PR) e Antônio Goulart (PMDB), que limita o final das partidas de futebol em estádios do município às 23h15. O projeto foi aprovado por 43 votos a favor, 2 contra e 3 abstenções.
O projeto aprovado em segunda discussão precisa ir à sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que pode vetar ou referendá-lo.
Com a aprovação do projeto e sua sanção pelo Executivo, os jogos no município de São Paulo terão de começar no máximo às 21h15.
O texto estabelece exceções ao limite de tempo apenas em jogos da Libertadores da América, em competições não profissionais e nas partidas de futebol profissional em que que houver cobrança de pênaltis e acréscimos provocados por problemas técnicos.
FONTE: GLOBO.COM
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Fundação Dorina e SPFC levam crianças cegas ao campo de futebol
Ação pela inclusão social de deficientes visuais será no dia 14 de março, antes do jogo São Paulo X Rio Branco, na 14º rodada do campeonato paulista.
São Paulo Futebol Clube em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos levarão para o campo o tema da inclusão de pessoas com deficiência por meio de ação social com crianças cegas e com baixa visão atendidas pela instituição beneficente.
No próximo dia 14 de março, a partir das 16h20, crianças com deficiência visual atendidos pela Fundação Dorina Nowill para Cegos entrarão em campo de mãos com seus pais e voluntários da instituição. A ação possibilita por meio de momentos de lazer um resgate de vivências e contato com novas experiências, questões fundamentais em sua reabilitação e desenvolvimento. “A maioria dos nossos clientes são carentes de oportunidades como esta, o que nos motiva em pensar atividades nunca antes experimentadas por eles”, comenta Cristina Felippe, gerente do atendimento especializado da instituição.
Os voluntários levarão também ao campo faixas com informações relacionadas à inclusão. Voluntários, deficientes Visuais e seus acompanhantes assistirão ao jogo no Setor de Deficientes do Estádio, um dos poucos no Brasil a possuir um setor exclusivo com espaço para cadeiras de rodas, banheiros acessíveis e adaptações para outros tipos de deficiência. O Morumbi recebe, nesse dia, às 17h, a partida entre São Paulo e Rio Branco, pela 14ª rodada do Campeonato Paulista de 2010.
A ação oportuniza a eqüidade social presente nas atividades esportivas, bem como a ampliação do universo cultural e convivência em grupo. O futebol é uma paixão mundial e as pessoas com deficiências visuais estão entre seus fãs e adeptos ressaltando que além de responsabilidade social é importante investir em acessibilidade.
Além desta ação, ao longo de 2010, São Paulo Fubetol Clube e Fundação Dorina desenvolverão outras atividades em parceria, para promover e facilitar inclusão social de pessoas com deficiência visual.
Serviço:
São Paulo X Rio Branco
Rodada 14 do Paulistão
Data: 14/03/2010
Horário: 16h20
Estádio do Morumbi (Estádio Cícero Pompeu de Toledo)
Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº1 – São Paulo
Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos:
A Fundação Dorina Nowill para Cegos há 64 anos facilita a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão, por meio de reabilitação, e produção de livros e revistas acessíveis que permite às pessoas com deficiência visual acesso ao mundo do conhecimento e da informação. Com a maior imprensa braille da América Latina, a instituição tem capacidade para impressão de mais 45 milhões de páginas braille por ano. A Fundação Dorina Nowill produz livros didáticos, literatura e best-sellers. No local também são produzidos cardápios, partituras musicais, catálogos, cartões de visitas e outros materiais de prestação de serviços às empresas e à comunidade.
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Alvo de polêmicas acerca de sua sexualidade, jogador do São Paulo diz que família teme represálias

Foto Rui Mendes/Rolling Stone Rui Mendes/Rolling Stone
Ricky: visual pop em ensaio para revista
Em entrevista à revista “Rolling Stone”, o meio-campo Richarlyson falou sobre o preconceito que enfrenta. Ele afirma que sua família teme agressões.
- É uma coisa que me entristece, o julgamento. A maioria dos que falam de mim
me denigre, perturba meu ambiente familiar, deixa meu pai, minha mãe e meu irmão preocupados. Minha família teme represália grotesca. Minha mãe acha que um cara sem noção pode me agredir a qualquer momento. Ela me manda tomar cuidado diariamente – conta o jogador, que também posou para duas fotos: uma com visual de rapper (acima) e outra com um figurino mais pagodeiro chique.
Depois que colocou um aplique nos cabelos durante as férias, Richarlyson se assustou com a repercussão de seu novo visual.
- Quantos jogadores têm cabelo grande? Bastou eu colocar cabelo grande e veio o que veio. Não é porque as outras torcidas chamam todo são-paulino de bambi. Eu me pergunto: ‘E se eu mudar de time e isso continuar?’ Não é isso, eu tenho certeza. Eu não sei o que é – ressalta o atleta, lembrando que já teve cabelo grande nos tempos em que defendia o Fortaleza.
Richarlyson diz saber que o meio em que trabalha é machista, mas não pretende mudar.
- Minha personalidade é muito forte. Eu sou muito eu. Falo o que penso. Mesmo que magoe ou não, falo na frente. A verdade é bonita. Mesmo que doa, eu prefiro a verdade que dói. O ser humano tem de ter personalidade, independentemente do que pensem – afirma o jogador.
Richarlyson ama a MPB romântica e diz que tem como ídolo o cantor Emílio Santiago, Alimenta essa paixão com idas a um videokê em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo: seu sonho era aprender a tocar saxofone e e entrar para o conservatório.
No futuro além do futebol, o jogador pretende trabalhar com moda - ser dono de lojas multimarcas de roupa – e “ter minha casinha de praia”.
- Jogo a minha vida nas mãos de Deus. Nem Cristo agradou a todos, e nem eu vou agradar. Sou direto, luto pela beleza da verdade, olho no olho, que são purezas que só as crianças têm. Eu me preocupo em agradar às crianças, são os fãs que estão mais no meu foco: porque elas falam o que pensam, doa a quem doer. Eu sou muito assim – finalizou o jogador do São Paulo.
FONTE: GLOBO.COM
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 Juvenal avisa: ‘Craques são raros; Falta jogador para decidir’
Em entrevista exclusiva ao LANCENET!, presidente do São Paulo abre o jogo sobre o time
O tom de voz grave, o cheiro do cachimbo apagado há segundos, a camisa aberta no segundo botão, a temperatura do ar condicionado congelante e a postura de comando em sua cadeira, praticamente um trono.
Entrar na sala da presidência no Morumbi dá a impressão de uma volta no tempo, passeio pelo reduto de Don Corleone, protagonista de “O Poderoso Chefão”.
Na última sexta-feira, Juvenal Juvêncio recebeu a reportagem do LANCENET! no início da noite. Em meio a reuniões sobre o Morumbi e visitas ao CT de Cotia, o dirigente de raras entrevistas encontrou tempo para lamentar a falta de craques no país. E no São Paulo.
Craques como Luís Fabiano, de quem Juvenal guarda com carinho uma camisa 9 da Seleção Brasileira enquadrada e com uma dedicatória do seu ex-atacante.
– Que falta não faz um Luís Fabiano, um Careca, não? – indagou.
Mesmo sem eles, o presidente revela otimismo em relação ao futuro tricolor. Além do time, Juvenal falou sobre a Copa-2014, a questão dos garotos “fugitivos” e explicou até a origem de seu linguajar refinado.
Confira a íntegra da entrevista:
LANCENET!: A batalha para que o Morumbi receba a abertura da Copa-2014 é sua maior como dirigente?
JUVENAL JUVÊNCIO: É gigantesca, mas não se encerrou. Não é o que falta, é o que você já venceu. Quando começamos estava zero, progrediu muito. Isso será debatido até dezembro de 2012. Vamos gastar no Morumbi 10% do total da obra de mobilidade no entorno. O governo do Estado tem projeção de metrô, Avenida Perimetral, canalização de córrego. dois piscinões, área de televisões, estacionamentos, desapropriações. Tudo custa mais de três bilhões de reais. Sem isso, não tem Copa. Temos crédito junto ao BNDES para a reformulação. Se fosse para as oitavas de final, estava pronto, mas queremos mais. A Copa é um grande evento e temos tradição nisso. A Madonna colocou 210 mil pessoas aqui em três dias. U2, Beyoncé, nomes desse porte vieram, e ninguém se queixa do gramado ou de acidentes. Falar do Morumbi virou modismo, mas enfrentamos e temos dado passos fortes.
L!: Não é prejudicial o clima de animosidade entre clube e Fifa?
J.J.: Nunca houve animosidade. As conversas são boas. Não sabemos fazer mágica, há dificuldades que temos de examinar. Há especialistas da Alemanha aqui, gente versada nesse processo. Não temos expertise de cobertura de estádio, mas eles têm. Importamos a mão-de-obra. É muito difícil, trabalhoso, há exigências, detalhes. Mas nós brigamos.
L!: O senhor consegue se imaginar no Morumbi pronto? Imagino que seria uma satisfação indescritível.
J.J.: Ainda é abstrato, embora as fotos mostrem uma visão simpática. É uma obra importante. Não existe nada mais chique em São Paulo do que o Morumbi. Está próximo do aeroporto, das Marginais, do Rodoanel, das redes hoteleira e hospitalar, dos centro de compras, cultural e de lazer, do metrô. A Avenida Perimetral vai tirar 40% do trânsito da Giovanni Gronchi, que é intransitável durante a manhã, um desastre em dias de shows. Isso é o legado. Na segunda-feira não tem jogo, acabou a Copa, mas haverá o legado para a população.
L!: O senhor não acha que os títulos dos últimos anos tornaram o São Paulo uma equipe fria demais, até desinteressada?
J.J.: Isso é dos homens. Mas o São Paulo tem cultura de pensar em títulos, espírito vencedor. Com a mesmice, as pessoas se acomodam e, contra isso, fiz a renovação. Trouxe 12 jogadores porque precisava capacitar a equipe e fazer uma ebulição, trazer sangue novo, diferente. Nosso produto é a emoção, precisamos tê-la sempre quente. Não começamos bem, mas temos um time competitivo, não tenho dúvidas. Sempre tenho cuidado com o que falo. A competição é um risco, mas temos de ter competência para competir. Acredito fortemente que temos e vai encorpar.
L!: Este elenco é o melhor, ou um dos melhores que o senhor já montou?
J.J.: É difícil falar, mas acho muito bom. Na prática ainda não jogou. Estávamos sem jogadores importantes como Rodrigo Souto, Alex Silva, Fernandinho. Estou esperançoso.
L!: E se o elenco é tão bom, a responsabilidade do técnico aumenta?
J.J.: Aumenta, não é? Sou partidário disso. Porque se você tem um time competitivo, tem de ter resultado. Senão dá uma dicotomia.
L!: O Ricardo Gomes é o homem correto para administrar esse elenco?
J.J.: Ele é muito correto, trabalhador, sério, aplicado, responsável, sem bravatas. Acredito que vai ter êxito.
L!: O senhor não acha que o São Paulo tem muitos bons jogadores, mas ninguém capaz de decidir? Não falta o craque?
J.J.: O craque é cada vez mais raro, embora estejam aparecendo jovens importantes. Falta um jogador que decide. Que falta não faz um Careca, um Luís Fabiano? Isso é importante, senão você fica capenga. Bem atrás, bem no meio, mas não conclui. Não é fácil achar 11 jogadores de alto nível, mas acredito muito no time.
L!: Em alguns jogos, o São Paulo aparenta falta de vontade no Paulista. O clube quer ganhar essa competição?
J.J.: Sim! A Libertadores traz mais coisas, público, ressonância, a expectativa, os anseios e a glória são maiores. Isso é um despertar natural no atleta, mas não há menoscabo em relação às outras. Há um aquecimento natural quando a importância da partida é maior. Tivemos nove dias de pré-temporada, isso não existe. Estamos fazendo no Paulista. Então põe um, outro, tira, poupa aquele. Isso leva o espectador a achar que há uma dissídia. Esse é o momento de experimentar, a disputa é importante, mas tem uma temperatura menor. O público é uma resposta disso, é baixo em todos os times.
L!: O senhor tem mais um ano de mandato. Há alguém no São Paulo capaz de substituí-lo?
J.J.: Claro que tem, mas o presidente não fala sobre isso (risos). Aqui falamos de futebol, Copa do Mundo, de política não falamos, atrapalha.
L!: É um hábito seu usar termos raros da língua portuguesa, que muita gente não entende. Qual o motivo disso?
J.J.: Vem da leitura, eu gosto, e é tão espontâneo. Quando vi, já falei. Mas percebo que entendem. Falei da carta de alforria e ouvi depois. É corretíssimo. As entrevistas sobre futebol são de uma mesmice bruta, não? Não sei como o cara em casa consegue assistir. “Perdemos porque não foi bem, a grama tava alta, choveu muito, o árbitro errou, vamos mudar no segundo tempo…”. Em todos os jogos tem isso? Se vendemos emoção, qual eu transmito com essa palavra? No ano passado, perguntaram por que não ganhamos o campeonato. “Porque fomos incompetentes!”. No dia seguinte o Belluzzo me telefonou: “Juvenal, você falou que o time é incompetente?”. “Falei”. Ele me deu parabéns (risos).
L!: O senhor lê muito? Que tipo de leitura mais aprecia?
J.J.: É um hábito cotidiano. E sai uma palavra ou outra espontaneamente, às vezes até me arrependo, mas também não prejudica, não é? Eu estudo, anoto o porquê das coisas. Leio sobre coisas ligadas ao mundo político. Na última quinta-feira, no Supremo, teve uma decisão do José Roberto Arruda. Ao vivo, todos os ministros falando. Deixei de assistir a uma partida de futebol para ver os ministros. Entendeu? Essa preocupação é importante (risos).
L!: Não se arrependeu da mudança de canal?
J.J.: Não. Até porque eu torcia contra o time que estava ganhando (risos).
L!: Quando dizem que é folclórico, o senhor se ofende ou fica satisfeito?
J.J.: Não me acho folclórico. Quando falo algumas coisas fora do diapasão, as pessoas dizem. Se compararmos com os que já tivemos, eu não sou. Não sei como se interpreta o folclore, tem sentidos negativo e positivo. O maior que tivemos foi o Vicente Matheus, que era fantástico. Outro era o Mendonça Falcão. Eles tinham um linguajar inculto nas letras, mas na inteligência eram muito sábios. Eu me lembro que houve reunião do Clube dos 13 no Rio de Janeiro e o Dualib era diretor de futebol do Corinthians, estava no lugar do Matheus enquanto ele não chegava. Quem presidia a sessão era o Márcio Braga, do Flamengo. Era um negócio contra a Globo e precisava de unanimidade. Chega o Matheus e o Márcio diz que faltava só o voto dele. O Matheus perguntou: “Como votou o Juvenal?”. “O Juvenal votou sim”, respondeu o Braga. “Se ele votou sim, vou votar não. Se é bom para ele, não é para mim” (risos). E votou não! Enfim, se falarem que sou folclórico, vejo pelo lado positivo.
L!: O senhor sempre vai aos jogos com uma camisa xadrez de gola vermelha. É uma superstição?
J.J.: Poderia ser superstição, é um hábito também. Dizem que o hábito faz o monge. Gostei dessa linhagem e uso.
L!: E não muda mesmo quando perde.
J.J.: Você tem de acreditar, senão… (risos). Isso surgiu e você se habitua com esse processo.
L!: Quantas camisas iguais o senhor tem?
J.J.: Tenho bastante, são todas parecidas, não pode mudar muito. Não sei quantas (risos).
Presidente do São Paulo garante que espera pela volta dos ‘rebelados’ de Cotia
Juvenal em evento de apresentação do projeto do Morumbi (Foto: Vipcomm)
LANCENET!: Hoje, quem tira mais seu sono, Giuliano Bertolucci ou Jérôme Valcke?
JUVENAL JUVÊNCIO: Ah, o Giuliano é uma coisa passageira. Não tira o sono. Temos um corpo jurídico competente e a verdade. Ela pode até demorar para ser cristalizada, mas é um episódio que vou vencer, se não hoje, será amanhã. Como você forma um jogador e depois não o tem? A moda está pegando, teve um no Sul (Walter, do Internacional), uma briga do Perrella. Temos 170 moleques em Cotia e cinco ou seis com participação de empresários nos direitos. Tenho informações seguras que muitos clubes têm 100% da base corroída. Há clubes de menor expressão com jogadores trazidos por empresários na condição de jogar. Ele paga uma parte do salário, mas o técnico é obrigado a escalar. Isso está corroendo a base do futebol. Quando o São Paulo luta bravamente, defende o futebol brasileiro. Os outros clubes, que criticam, deviam aplaudir. O Presidente da República me disse que precisamos de uma legislação para coibir o êxodo dos garotos. É difícil porque há o direito constitucional de ir e vir. Mas isso está se avolumando de tal sorte que o Perrella fala em parar de formar jogadores. É muito grave. Estamos lutando com dois, três casos, os clubes certamente irão ao fórum copiar o que fizemos, e fazem muito bem. Queremos segurar nossos atletas, fazer um contrato, mas o empresário tira o jogador, leva não sei aonde. Isso vai se expandir e uma hora tem de haver um basta.
L!: O senhor vai continuar esperando pelos três (Oscar, Diogo e Lucas Piazon)?
J.J.: Vou, tranquilamente. Já fiz meu exercício de paciência, se demorar um ano está bom. Vigio juridicamente o processo e o resto eu deixo.
L!: Não acha que depois de um ano a carreira deles pode ter acabado?
J.J.: Pode ser. Mas não tenho para onde correr. O garoto levanta de manhã e tem um hábito, vai para o campo. E agora, vai para onde? Não pode treinar em outro clube porque tem contrato conosco, como faz o exercício, como é o dia-a-dia? Como vê na televisão os colegas jogando? É um martírio, um problema de escravatura. Mas essa posição firme do São Paulo levará a uma nova tomada de posição. O São Paulo resistiu, lutou, está higienizando o processo. Não só na consciência das pessoas, dos dirigentes, mas também na do próprio legislador, da Fifa. Porque a cada notícia de que um jogador meu está não sei onde, notifico o clube e a Fifa.
L!: Quantas notificações já fez neste processo? E foram clubes grandes?
J.J.: Já fiz sete ou oito só nesses três casos. O cara é notificado, a Fifa é avisada, as punições são severas. E até abril do próximo ano a Fifa vai acabar com esses empresários. É uma figura que a Fifa criou e vai acabar. Já notifiquei Siena, Chelsea, Manchester City, Porto, Benfica… E respondem fortemente, dizem que não é verdade, não procede. Estão se resguardando, dizem que jamais pensaram nisso. Na verdade, significa que jamais pensarão nisso (risos).
L!: Acha que esses garotos ainda vingarão? E os que seguem no São Paulo, são bons?
J.J.: Esses três que estão em litígio vingarão, mas precisam jogar. E os moleques que ficaram vão crescer muito, estão amadurecendo rapidamente. Daqui a pouco entrarão no time e, oxalá, vão ficar.
L!: O senhor vê talentos especiais em alguns jovens da equipe?
J.J.: Até vejo, mas não nomino para não fazer comparações que ficam negativas internamente. Mas vejo com clareza em mais de um.
L!: Desde 2005, quando o CT de Cotia foi inaugurado, só o Breno se firmou entre os titulares. Não é pouco?
J.J.: A formação de jogadores é sazonal, não é programada. Os talentos surgem aqui, acolá, começam cedo. Outros são mais lentos, é um exercício complicado. Mas nossa base de 13 a 15 anos é uma excelência e esse time vai aflorar com muita força. Além do pessoal que ganhou a Copinha, ali temos pelo menos três ou quatro talentos.
L!: O Marcelinho é um deles? O Wagner Ribeiro está dando trabalho com ele?
J.J.: É um deles, mas comigo não dá trabalho porque aqui não tem conversa e ele sabe disso. Ele fala lá na outra esquina, aqui não. O Marcelinho é um jogador que promete, mas tem de evoluir. Acreditamos que temos um bom trabalho, mas é preciso paciência.
L!: De onde vem disposição para cuidar da base, do time principal, do Morumbi?
J.J.: Vou falar uma coisa que você não acredita. Fiz Cotia em 11 meses e fui lá todos os dias. Sábado, domingo, feriado, Natal e primeiro de ano. Em 11 meses, coloquei gente lá. As obras continuam, há o hotel, um mini estádio, um Reffis fantástico. Estava vendo o programa da grama sintética. Se não cuidar, não sai. Por isso é uma obra formidável. O presidente do Once Caldas disse que precisa passar um dia em Cotia. É bem pensado, administrado, há um programa escolar, de assistência dentária, médica, social, psicológica.
L!: E o senhor acompanha o programa escolar?
J.J.: Sei porque são premiados. E os que vão mal têm aula de reposição. Quando inauguramos Cotia, no segundo dia me ligaram porque fulano não queria ir à escola. Disse que estava lá para jogar. Rua! Vai embora! Nunca mais outro disse isso. O Rincón, rapaz que mandamos embora e não virou nada, era fortão e na fila da comida colocava o pé na parede. A nutricionista dizia que não podia, ele colocava. A primeira pena foram 30 dias sem comer lá. Treina e come na rua. Disciplina é importante. Esses jovens têm telefone, muita energia, se você não controla… Aquilo é um quartel. Um quartel-generoso.
L!: E o senhor é o coronel? Sei que muita gente o chama assim.
J.J.: Coronel no sentido do interior, que gosta de mandar. Só uma meia dúzia fala isso. É raro.
L!: Quem são os melhores jogador, técnico e dirigente do país?
J.J.: Não vou falar nenhum. Não posso falar o que me compromete (risos). No Código Penal há um dispositivo que te permite não se acusar.
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Parabéns pelo aniversário de 25 anos! Homenagem:
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FOTOS: VIPCOMM
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Otimistas, são-paulinos acreditam que chegou a hora do time embalar em 2010
Jogadores acreditam que a partida desta quinta-feira, contra o Nacional, em Assunção, poderá marcar a arrancada do time na temporada
Carolina Elustondo e Marcelo Prado
São Paulo
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Rogério Ceni acredita em partida aberta no Paraguai
O São Paulo embarcou no início da manhã desta quarta-feira para Assunção (PAR), onde na quinta-feira enfrentará o Nacional, em jogo válido pela terceira rodada do grupo 2 da Taça Libertadores da América. A partida será realizada no estádio Defensores del Chaco, a partir das 19h (horário de Brasília). E os jogadores deixaram claro: chegou a hora do time arrancar na temporada.
- A vitória contra a Ponte Preta foi importante para deixar todo mundo animado. A viagem é menos desgastante até o Paraguai e temos todas as condições de fazer uma grande partida. O otimismo é grande, mas a nossa responsabilidade também. Afinal, sabemos que precisamos voltar para casa com uma vitória – afirmou o atacante Washington.
Já o goleiro e capitão Rogério Ceni espera um jogo aberto, principalmente porque os dois times necessitam do resultado positivo. O Tricolor, para não correr o risco de ver o Once Caldas (COL), que hoje enfrenta o Monterrey (MEX), disparar na tabela. Já a equipe paraguaia, que sofreu duas derrotas nas suas duas apresentações, tem a última chance de reagir na competição.
- Acredito que teremos um jogo aberto, bem diferente do que seria normalmente. Cada jogo tem sua história e precisamos de duas coisas: da vitória e de jogar bem. Gostaria muito de falar que a nossa equipe evoluiu, mas temos de mostrar isso em campo – ressaltou o camisa 1 do time do Morumbi.
Jogadores acreditam que a partida desta quinta-feira, contra o Nacional, em Assunção, poderá marcar a arrancada do time na temporada
O São Paulo embarcou no início da manhã desta quarta-feira para Assunção (PAR), onde na quinta-feira enfrentará o Nacional, em jogo válido pela terceira rodada do grupo 2 da Taça Libertadores da América. A partida será realizada no estádio Defensores del Chaco, a partir das 19h (horário de Brasília). E os jogadores deixaram claro: chegou a hora do time arrancar na temporada.
- A vitória contra a Ponte Preta foi importante para deixar todo mundo animado. A viagem é menos desgastante até o Paraguai e temos todas as condições de fazer uma grande partida. O otimismo é grande, mas a nossa responsabilidade também. Afinal, sabemos que precisamos voltar para casa com uma vitória – afirmou o atacante Washington.
Já o goleiro e capitão Rogério Ceni espera um jogo aberto, principalmente porque os dois times necessitam do resultado positivo. O Tricolor, para não correr o risco de ver o Once Caldas (COL), que hoje enfrenta o Monterrey (MEX), disparar na tabela. Já a equipe paraguaia, que sofreu duas derrotas nas suas duas apresentações, tem a última chance de reagir na competição.
- Acredito que teremos um jogo aberto, bem diferente do que seria normalmente. Cada jogo tem sua história e precisamos de duas coisas: da vitória e de jogar bem. Gostaria muito de falar que a nossa equipe evoluiu, mas temos de mostrar isso em campo – ressaltou o camisa 1 do time do Morumbi.
FONTE: GLOBO.COM
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 Estádio Defensores del Chaco
Temperatura em Assunção seguirá elevada nos próximos dias
A reportagem do LANCENET! já está em Assunção, no Paraguai, onde o São Paulo enfrentará o Nacional, pela terceira rodada do Grupo 2 da Libertadores, na próxima quinta-feira.
Os termômetros da capital paraguaia marcam 30 graus. O clima na cidade é muito quente e, segundo a previsão, a tendência é a de que assim continue até o dia da partida.
O confronto acontece às 19h, quando o sol já está quase para se pôr, consequentemente, com uma temperatura mais moderada.
A delegação tricolor chegará em Assunção nesta quarta-feira, quando fará o reconhecimento do Defensores del Chaco, palco do duelo, em atividade marcada para as 17h. O Nacional não vai realizar nenhum trabalho no local do jogo. Nesta terça-feira, os donos da casa, às 18h, vão treinar em seu estádio (Arsenio Erico, que comporta 8 mil pessoas), que não não é utilizado na Libertadores.
FONTE: LANCE
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Atacante está quase recuperado de incômodo na coxa
Fernandinho fez quatro gols na partida contra o Monte Azul (Crédito: Eduardo Viana)
LANCEPRESS!
Depois de desfalcar o São Paulo na partida contra a Ponte Preta, Fernandinho vai estar à disposição de Ricardo Gomes para o jogo contra o Nacional (PAR). Após o confronto contra o Oeste na última quarta-feira, o atacante reclamou de dores na coxa direita.
- Vou viajar. Ainda sinto um pouco de dor na coxa, mas tenho que ir, né? Se eu ficar parado, perco o ritmo de jogo. Treinei e foi tranquilo – confirmou o camisa 12 nesta terça.
Na segunda parte do treinamento desta terça, Fernandinho foi poupado da atividade de finalização feita pelo restante do grupo. O jogador que fez quatro gols em sua estreia pelo São Paulo, não acredita que irá repetir a quantia pela Libertadores.
- Se fizer um já vai ser muito bom – brincou.
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