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Diretoria são-paulina interfere nas decisões de Ricardo Gomes

Ricardo Gomes tem de atender aos pedidos de Juvenal Juvêncio no São Paulo  Paulo Pinto/AE - 13/2/2010

Ricardo Gomes tem de atender aos pedidos de Juvenal Juvêncio no São Paulo Paulo Pinto/AE - 13/2/2010

Treinador não tem liberdade total; contra o Santos, ele escalou os titulares por pedido de Juvenal Juvêncio

Marcius Azevedo – Jornal da Tarde

Ricardo Gomes tem de atender aos pedidos de Juvenal Juvêncio no São Paulo
SÃO PAULO – A cúpula do São Paulo tem influído em decisões de Ricardo Gomes neste início de temporada, e alguns episódios deixaram claro que o treinador nem sempre pode tomar o rumo que deseja.

No clássico contra o Santos, por exemplo, ele gostaria de ter poupado alguns titulares para ter todo mundo à disposição e em boas condições na estreia na Libertadores, três dias depois.

Mas atendendo a um pedido do presidente Juvenal Juvêncio, o vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, exigiu força máxima para enfrentar o Santos, que teria o retorno de Robinho.

Ricardo Gomes colocou o que tinha de melhor em campo, e o saldo acabou sendo negativo. Além da derrota por 2 a 1, o São Paulo acabou perdendo o atacante Dagoberto com uma lesão muscular para enfrentar o Monterrey. “Não gostei de perdê-lo”, resumiu o técnico ao ser questionado sobre sua vontade de poupar os titulares no clássico.

A ingerência se repetiu no caso Oscar. O treinador deu declarações de que não usaria mais o jogador, que nem sequer lhe daria atenção nos treinos. Dez dias depois, no entanto, mudou o discurso, determinando que ele seria inscrito na Libertadores.

A justificativa oficial era de que Oscar, que está em litígio com o clube, se mostrou interessado e por isso receberia uma chance. “Esquece o que ele disse sobre o Oscar. É uma história que já passou”, afirmou Leco.

A orientação, porém, partiu mais uma vez de Juvenal. Foi o presidente que pediu para todos mudarem o comportamento em relação ao garoto. Ele deu até mesmo um puxão de orelha no superintendente Marco Aurélio Cunha, que disse que Oscar não teria vida fácil no São Paulo.

A estreia “relâmpago” de Cicinho contra o Monterrey também foi uma decisão da diretoria. Ricardo não tinha intenção de utilizá-lo, até porque ele chegou no dia do jogo. Mas como a procura por ingressos era pequena, os dirigentes anunciaram que o lateral ficaria no banco para atrair mais torcedores.

Como reforço para a lateral-esquerda o técnico preferia Leonardo, do Olympiakos – até por quase não conhecer Thiago Carleto. Mas o ex-santista, que tem Juan Figer como procurador, está chegando para a diretoria ficar bem com o agente – que facilitou as contratações de Alex Silva e Cléber Santana.

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